terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O que sou?

Sou quem acredita no amor

Sou quem não vive sem amar

Sou viva e vivo pela vida, mas com amor!

Sem amor nada seria,

Sem amar, não viveria,

Sem perdoar me chamariam de máquina...

Se fosse máquina não teria amor, não viveria de verdade!

Seria vazia, e fria, sem o calor do amor!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cinza

Se este ano tivesse uma cor

Seria o cinza

Quando as flores começar a ter perfume

Quando as nuvens de algodão viram cansão...

Tudo vira cinza

ou cinzas que não deixam de ter a cor cinza

Quando o sorriso vai tomando conta

E em casa amenizam-se as brigas

E o mundo vai colorindo de vagar

Ressurge das cinzas o cinza

Ano triste, cinza

A ultima faísca de cor se foi...

Deixando o adeus mais cinza

Palavras

Um dia tudo vai tão bem

E uma pequena falha de comunicação estraga tudo

Ah as palavras!

As palavras, tem tanto o poder de construir quanto de destruir

Têm a habilidade de fazer bem ou mal,

E sempre acertam o órgão mais frágil... o coração!

Ouvir adeus é como uma flecha que vai direto ao alvo: a dor!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Agora juntos

Sem você escrevo melhor
Canto melhor
Desenho melhor
Sem você danço melhor

Mentira!

Apenas bebo mais, e morro por dentro.

Rabisco qualquer palavra
Canto notas erradas
Desenho um pônei sem rabo
Danço sozinha em meio a multidão

E juntos...

Chegamos no horário.
Dançamos o mesmo passo
E me vê dançar frente ao seu espelho
Te ouço cantar e te canto leãozinho
Te desenho de olhos fechados...

Com você eu bebo junto e sonho junto,
Tudo junto.
E todo dia te quero junto.
Agora juntos

domingo, 29 de janeiro de 2012

Alberto

Um dia, de mansinho, olhei pela janela
o vi chegar na casa ao lado.

Um completo apaixonado pela moça
de cabelos alaranjados e bochechas sardentas.

Trazia-lhe flores com cheiro de amor
Bombons com sabor de desejo
Bilhetes recheados de palavras doces e bonitas...

E eu sempre ali, no mesmo horário a espiar

Um dia as horas de seu relógio adiantaram-se de propósito
Como? Não sabe-se!

Cedo chegou e a viu em outros braços
Mas não eram braços peludos, ou tinha barba mal feita
Eram braços dourados, e lábios com batom de cereja

Agora tudo fazia sentido

As flores murchavam, os bombons venciam e os bilhetes partidos ao meio.

Nunca fora correspondido
Não por falta de romance

Apenas por não ser Juliana,
E sim um tal Alberto homem.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Aparento

Não sou, mas hoje estou!

Pareço-me tão velha quanto o mundo

As jóias já não me iludem

O pranto não desce

A vida, hoje, desaparece...

E estou morta!

Fecho os olhos, apago

Tudo morre,

E sobrevivo...

Acordando me vejo jovem

E viva

Ainda respiro

Coração bate

E as horas vão passando...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Corridinho

Adélia Prado

O amor quer abraçar e não pode.

A multidão em volta,

com seus olhos cediços,

põe caco de vidro no muro

para o amor desistir.

O amor usa o correio,

o correio trapaceia,

a carta não chega,

o amor fica sem saber se é ou não é.

O amor pega o cavalo,

desembarca do trem,

chega na porta cansado

de tanto caminhar a pé.

Fala a palavra açucena,

pede água, bebe café,

dorme na sua presença,

chupa bala de hortelã.

Tudo manha, truque, engenho:

é descuidar, o amor te pega,

te come, te molha todo.

Mas água o amor não é.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gosto de gostar do gostar.


O que é pior, tenho muitos,

com a capacidade de serem amores

mas o antigo não me deixa querer

não me deixa viver

e eu gosto de sentir

de curtir

de fugir

gosto do passado

que durou trezentos e sessenta e cinco dias

gosto do estado de gostar do coração quebrado

do rompido e lúcido órgão do depósito de amores

e aos rumores verdadeiros: um adeus.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um aborto!

Sim, um aborto de sentimentos indesejáveis

Seria crueldade?

Eles nao pediram pra nascer

Não foi planejado, apenas aconteceu

Pode ocorrer a qualquer um

Mas o que fazer?

impeço que cresçam?

Ou os deixo viver?

Mas o que fazer?

Um aborto! Sim um aborto de sentimentos indesejáveis!

Mas

Agora é tarde…

Passaram-se meses e veio a piedade, o amor

Já não os rejeito...

E o coração está repleto de felicidade!


Sempre Rosada

E rosa que sempre rosava,

quando passavas,

Rosa rosava...

quando falavas,

Rosa rosava...

se mentias,

Rosa rosnava chorando.

Mas quando a amavas...

Rosa sorria rosando,

Rosa sempre rosava...

Rosava Rosa

Rosa rosada.

Alma

Olhos marcados pela ausência do descanço

E ao descaso, olhos fechados

Boca calava-se pelo cansaço

E o futuro que seja dado ao acaso

Face voltava-se para a plenitude

E ao restante, uma estante repleta...

Livres livros ligados à alma

Que hoje apresenta-se calada...

Ausente de fim.

Mistura-se uma tal agonia inquietante
Com uma ansiedade alucinante e insônia
E aquela vontade de saber
Sem entender
De onde vem esse negócio...
-Que negócio?
-a tal agonia agonia inquietante com uma ansiedade e insônia...
-Desde quando?
-Doutora desde quando , eu pensei em apenas fechar os olhos e dormir
E disso já não me lembro mais.

Quem entende menina?

Menina olhou ...

Fechou-se.

Menina correu...

Decidiu jogar-se

Amanhã,

certo que gritará

sem que ninguém entenda...

Só quem conhece sua alma

sabe,

Que menina

sempre tenta e tenta

compreender-te.

Coragem menina

Coragem...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sem Jeito Maria

Dizia Maria...
frente ao espelho

Pensava Maria...
a caminho

Calava-se Maria...
ao chegar

Voltava Maria...
com o silêncio

E, outro dia,

Dizia Maria

Pensava Maria

Calava-se Maria.

Voltava Maria

Sempre...

Dizia, Pensava, Calava-se, Voltava.

E, mais um dia...

Dizia, pensava, calava-se Maria

Voltando Maria...

Pobre Maria

Morre Maria

E não sabe-se o que queria

Pobre Maria,

Ninguém a via!
Das rodas que rodam:

A Vida!

Que mais gira em volta de si

Que mais padece e gira,

Roda, contra roda,

Inverte a corrente,

Põe do avesso a engrenagem de ser, e vive por assim dizer: loucura

E cada passo é um regresso.

Meio retrocesso

Num processo

Sem progresso

Apenas regresso, regresso, regresso...

Quase deixando de existir.

Ou sentir.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A realidade é má…

Bom é transformar-se,

Ter uma vida imaginária

Poder alcançar o saber

Sem entender o porque do porque!