"Como eu disse, desaparecimentos acontecem, sonhos viram fantasmas e pessoas... pessoas apagam-se"
terça-feira, 20 de março de 2012
Tempo
domingo, 4 de março de 2012
Sim eu gosto
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O que sou?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Cinza
Palavras
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Agora juntos
domingo, 29 de janeiro de 2012
Alberto
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Aparento
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Corridinho
Adélia Prado
O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Gosto de gostar do gostar.
O que é pior, tenho muitos,
com a capacidade de serem amores
mas o antigo não me deixa querer
não me deixa viver
e eu gosto de sentir
de curtir
de fugir
gosto do passado
que durou trezentos e sessenta e cinco dias
gosto do estado de gostar do coração quebrado
do rompido e lúcido órgão do depósito de amores
e aos rumores verdadeiros: um adeus.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Sim, um aborto de sentimentos indesejáveis
Seria crueldade?
Eles nao pediram pra nascer
Não foi planejado, apenas aconteceu
Pode ocorrer a qualquer um
Mas o que fazer?
impeço que cresçam?
Ou os deixo viver?
Mas o que fazer?
Um aborto! Sim um aborto de sentimentos indesejáveis!
Mas
Agora é tarde…
Passaram-se meses e veio a piedade, o amor
Já não os rejeito...
E o coração está repleto de felicidade!
Sempre Rosada
E rosa que sempre rosava,
quando passavas,
Rosa rosava...
quando falavas,
Rosa rosava...
se mentias,
Rosa rosnava chorando.
Mas quando a amavas...
Rosa sorria rosando,
Rosa sempre rosava...
Rosava Rosa
Rosa rosada.
Alma
Olhos marcados pela ausência do descanço
E ao descaso, olhos fechados
Boca calava-se pelo cansaço
E o futuro que seja dado ao acaso
Face voltava-se para a plenitude
E ao restante, uma estante repleta...
Livres livros ligados à alma
Que hoje apresenta-se calada...
Ausente de fim.
Com uma ansiedade alucinante e insônia
E aquela vontade de saber
Sem entender
De onde vem esse negócio...
-Que negócio?
-a tal agonia agonia inquietante com uma ansiedade e insônia...
-Desde quando?
-Doutora desde quando , eu pensei em apenas fechar os olhos e dormir
E disso já não me lembro mais.